COBERTURA DO RASTREIO AUDITIVO NEONATAL: UMA ANÁLISE TERRITORIAL COM BASE EM DADOS SECUNDÁRIOS

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Thaís Emanuelle Bomfim Aragão
Anna Luisa da Silva Costa
Nayara Hévilyn Silva de Deus
Luis Felipe do Rosário Lopes
Sarah Souza Pontes

Resumo

Objetivo: Avaliar a cobertura do rastreio auditivo neonatal em crianças nascidas vivas nos estados e regiões do Brasil em 2013. Metodologia: Estudo quantitativo e descritivo, realizado a partir de dados secundários. As unidades de análise foram os estados e regiões do Brasil, considerando como base o ano de 2013 e utilizando-se dados provenientes do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Instituto Brasileito de Geografia e Estatística (IBGE) e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). As variáveis analisadas envolvem as crianças que fizeram o teste da orelhinha, quando fizeram e em que momento receberam o resultado do teste. A relação entre o número de nascidos vivos e a cobertura do rastreio auditivo neonatal foi avaliada por meio de correlação de Pearson ou Spearman, conforme a distribuição dos dados. Resultados e discussão: As regiões Sul (85,99%) e Sudeste (78,32%) apresentaram os maiores percentuais de realização do exame, enquanto as regiões Norte (39,25%) e Nordeste (42,10%) registraram os menores índices. A região Centro-Oeste apresentou desempenho intermediário (57,17%). A maioria dos recém-nascidos que realizaram o exame recebeu o resultado dentro do prazo adequado, com 49,4% das devolutivas ocorrendo em até 15 dias. A análise estadual mostrou que os melhores desempenhos foram observados no Paraná (75,1%), Rio Grande do Sul (71,7%), São Paulo (67,4%), Roraima (67,6%) e Mato Grosso do Sul (63,6%). A distribuição desigual de serviços especializados entre os territórios, além da oferta de profissionais capacitados, contribui para a discrepância evidenciada. As visíveis desigualdades estaduais e regionais na cobertura do rastreio auditivo também se relacionam às leis implementadas por cada UF e município referente à realização da TAN. Conclusão: Os achados da pesquisa corroboram para a importância do monitoramento contínuo da cobertura do rastreio auditivo neonatal e oferecem subsídios para o planejamento em saúde pública e estratégias de redução das desigualdades. Ademais, reforçam a necessidade de acesso a inquéritos e dados atualizados para o aprimoramento das ações e vigilância em saúde alinhadas à realidade atual.

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Como Citar
ARAGÃO, T. E. B.; COSTA, A. L. da S.; DEUS, N. H. S. de; LOPES, L. F. do R.; PONTES, S. S. . COBERTURA DO RASTREIO AUDITIVO NEONATAL: UMA ANÁLISE TERRITORIAL COM BASE EM DADOS SECUNDÁRIOS. Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica, Brasil, v. 4, n. 22, 2025. DOI: 10.47402/remici.v4n22323225. Disponível em: https://remici.editorapublicar.com.br/index.php/revista/article/view/776. Acesso em: 23 out. 2026.
Seção
Artigos

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